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Romance
morno no desfile
da Caprichosos

Uma
arquibanca lotada acompanhou a fria apresentação da Caprichosos
de Pilares na avenida. O samba também não cativou o público, o que
prejudicou ainda mais o desfile. A azul e branco de Pilares levou
à Sapucaí o enredo "Goiás, um sonho de amor no coração do Brasil",
sobre a paixão entre um sambista e uma goiana.
Um
dos destaques laterais do carro-abre alas da Caprichosos de Pilares
foi a atriz Sílvia Nobre, uma índia de verdade, natural de Manaus,
da tribo Waiapi. O verdadeiro nome de Sílvia é Kaine, e ela está
no Ro há 20 anos. Sílvia foi convidada especialmente pela escola
para compôr o carro, ao lado de outros 10 integrantes, todos brancos.
A dupla sertaneja goiana
Elvis e Ricardo e a miss Goiás 2000, Thais Santos, também participaram
do desfile da Caprichosos de Pilares. As
alegorias, todas muito coloridas, representaram as riquezas de Goiás,
mas os criadores deixaram escapar os detalhes da história de amor.
A Caprichosos recebeu R$ 700 mil de sete empresas goianas. Um buraco
entre a última ala e a bateria e o desfecho corrido do desfile podem
fazer a escola perder pontos.
Uma das esculturas do
carro alegórico "O esoterismo goiano e a descoberta do amor",
o último da Caprichosos de Pilares ficou bastante avariado ao passar
pelo portão da Avenida Presidente Vargas. Como o carro era muito
grande, o braço de um dos bonecos acabou se quebrando.
A escola teve dificuldades
em encerrar o desfile no tempo. Um enorme buraco entre a última
ala e a bateria fez com que os diretores de ala tivesse que voltar
para a pista na tentativa de 'preencher' o buraco. Acabou completando
tudo em 1h19min, mas com a harmonia muito prejudicada.
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