Energia da Ilha não esquenta a Marquês de Sapucaí

Foto Leonardo Aversa

 

Penúltima escola a desfilar no carnaval 2001, a União da Ilha do Governador não conseguiu energizar a platéia durante o desfile, com exceção dos momentos em que a bateria ajoelhava - repetindo o gesto da Viradouro - e fortes jatos de ar faziam voar pedacinhos de papel prateado. O brilho dos picotes laminados, que refletiam as luzes da avenida, puxou o aplauso da arquibancada já esvaziada.

A escola defendeu o enredo "A união faz a força com muita energia" e as alegorias abordaram todas as mudanças provocadas pelo dínamo, a lâmpada elétrica e usinas hidrelétricas. A escola fez um desfile pouco uniforme, com alguns problemas na harmonia: em alguns momentos grande buracos apareceram entre as alas; em outros, ficou muito compacta.



Deyse Nunes e Andrea no abre-alas

Julia Sant'Anna

Desfilando pela primeira vez num carro alegórico, a ex-miss Brasil Deyse Nunes atravessou a avenida no abre-alas da escola. "Foi ótimo. Mesmo em cima do carro pude me comunicar com as pessoas". No mesmo carro e estreando na Ilha estava Andrea, participante da primeira edição do programa No Limite. Ofegante e demonstrando cansaço, ela continuava pulando e cantando o samba na dispersão, já com o carro parado. "Já desfilei quatro vezes pelo Salgueiro. Essa é a primeira vez na Ilha. Como tinha que desfilar só em uma, escolhi a União da Ilha. Ou melhor, ela me escolheu". Nesse carnaval, Andrea provou que continua com o mesmo fôlego da época do programa. Desfilou na sexta-feira na Leandro de Itaquera, em São Paulo, curtiu a folia de Salvador, veio para o Rio e volta amanhã para a Bahia.